Técnico de embalagem
Código de barras GS1 na embalagem: o que conferir antes da impressão
O código de barras GS1 identifica o produto no varejo e nos sistemas de rastreamento, a partir de um número GTIN cadastrado. Antes de imprimir, confira se o número corresponde ao produto, escolha o símbolo adequado ao tamanho da embalagem e garanta contraste, zona de silêncio e leitura testada.

O que é GTIN e o que o código carrega
O GTIN (Global Trade Item Number) é o número que identifica um item comercial. Ele é atribuído pela empresa no cadastro da GS1, a organização de padrões que opera no Brasil pela GS1 Brasil. O símbolo impresso na embalagem apenas representa esse número em forma legível por scanner.
Por isso, cada apresentação diferente de um mesmo produto costuma ter um GTIN próprio. Uma caixa com 30 unidades e uma com 60 são, em geral, itens distintos, e cada um precisa de seu código. Trocar a embalagem sem atualizar o cadastro é uma das causas mais comuns de erro.
Qual símbolo usar
A escolha do símbolo depende do tipo de item e de onde ele será lido. Os mais comuns em embalagens de consumo e de produtos regulados são estes:
| Símbolo | Uso comum | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| EAN-13 (GTIN-13) | Embalagens de varejo com 13 dígitos | É o padrão mais comum no varejo brasileiro |
| GTIN-8 | Embalagens muito pequenas, sem espaço para o EAN-13 | Usa menos dígitos, mas exige cadastro específico |
| ITF-14 (GTIN-14) | Caixas de transporte e agrupamentos de itens | Não é para ser lido no caixa do varejo |
| GS1 DataMatrix | Aplicações que levam dados adicionais, como lote e validade | Uso definido pela regulamentação de cada produto |
Pontos de conferência antes da impressão
- Número GTIN: igual ao cadastro do produto e da apresentação que está sendo impressa.
- Contraste: barras escuras sobre fundo claro. Fundos coloridos, metalizados ou com textura reduzem a leitura.
- Zona de silêncio: área livre ao redor das barras, sem texto, borda ou desenho, para o scanner identificar início e fim do símbolo.
- Posição: fora de dobras, selagens e regiões que serão curvadas. Confirme no dieline.
- Dimensão: a ampliação do símbolo é definida com a gráfica, respeitando os limites do tipo escolhido.
- Legibilidade do número: os dígitos abaixo das barras devem estar visíveis e sem sobreposição.
Erros comuns
- Copiar o código de uma arte antiga, com outra apresentação ou outro número.
- Gerar o símbolo a partir de um número digitado à mão, sem conferir com o cadastro.
- Aplicar uma cor de tinta de baixo contraste para combinar com o layout.
- Posicionar o código sobre a dobra da embalagem, onde a leitura fica distorcida.
Quando envolver a equipe de rastreabilidade
Quando o produto exige informações além do número do item, como lote, validade ou identificadores de rastreamento, a definição do símbolo e dos campos deve ser alinhada com o responsável regulatório e com quem administra o sistema de dados da empresa. Nesses casos, o design precisa receber essas definições antes da área de código ser diagramada.
Perguntas frequentes
Preciso de um código novo se mudar o tamanho da embalagem?
Em geral, sim. Cada apresentação de um produto, com quantidade ou formato diferentes, costuma ter seu próprio GTIN. Confirme no cadastro GS1 da empresa antes de reaproveitar um número.
O que é a zona de silêncio?
É a margem livre ao redor das barras do código, sem texto, linhas ou desenhos. Ela permite que o leitor identifique onde o símbolo começa e termina.
Posso gerar o código de barras sozinho?
O desenho do símbolo pode ser gerado por software, mas o número precisa vir do cadastro GS1 da empresa e estar associado ao produto correto.
O código de barras substitui a informação impressa do produto?
Não. O código identifica o item para leitura automática. As informações obrigatórias do produto continuam sendo impressas em texto, conforme a regulamentação do segmento.


